Centro de Referência do Empreendedor do SEBRAE-MG

Participação no Concurso Nacional de Arquitetura

ETAPA:
estudo preliminar
ANO:
2008

O edital do concurso para esta extensão do Edifício do SEBRAE, em Belo Horizonte, solicitava um projeto pra um centro de conferências e atendimento ao público, que também abrigaria uma extensão da área administrativa e da escola técnica do SEBRAE, um restaurante, e ainda um novo estacionamento para todo o complexo. O edifício também deveria ser um marco de sustentabilidade.

O projeto partiu do presuposto de que escavar o subsolo para alojar o extenso estacionamento seria muito custoso, tanto do ponto de vista financeiro quanto ambiental: a pequena profundidade do nível d'água exigiria drenagem constante e a quantidade de terra retirada exigiria uso intenso de bota-foras e um gasto imenso de combustível com transporte, gerando poluição excessiva. Propôs-se então a construção de um bloco de estacionamento vertical, com acesso em nível pela rua de trás do quarteirão. Este acesso secundário seria através de um pilotis onde estaria o restaurante e partir do qual os funcionários chegariam facilmente ao escritórios, tanto do novo anexo, nos dois andares acima, quanto do edifício principal, ligado à nova estrutura por uma ponte. Desta forma, o acesso principal pela avenida estaria dedicado ao público, e o Centro de Referência propriamente dito ocuparia os dois primeiros pavimentos da edificação. No primeiro andar se distribuem os 12 auditórios multiuso, separados por divisórias móveis destinadas a dar máxima flexibilidade no uso do espaço para treinamentos e exposições. O segundo pavimento reúne os ambientes de atendimento ao público e áreas técnicas. Cada setor está, então, reunido em um só andar, o que facilita seu funcionamento interno ao dispensar o uso de escadas ou elevadores.

A proposta preserva uma grande mangueira existente entre o prédio antigo e onde seria o novo e tira proveito da ambiência definida por ela. Neste núcleo do quarteirão, uma praça com um espelho d'água integra o edifício principal ao anexo, que se abre completamente ao redor dela, borrando a fronteira entre espaços abertos e fechados. A configuração de pátio que surge é indicada para facilitar a circulação natural do ar, e o microclima benéfico originado com a sombra e a evaporação da água pode se estender ao restante da edificação graças à circulaçào cruzada, possível no pilotis e nos andares de escritório, já que estes ocupam vãos livres que se abrem para as duas fachadas. Esta estratégia, somada à aplicação de lajes vegetadas - ou tetos verdes - que são capazes de absorver grande parte da radiação solar e efetivamente reduzir a temperatura dos ambientes abaixo, minimiza ao máximo a necessidade de uso de ar-condicionado, economizando energia no funcionamento da edificação.

ARQUITETOS:
André Veloso, Bruno Pylro, Rafael Silveira e João Pedro Torres
pranchas do concurso planta do 2² pavimento planta do 4² pavimento planta do 5² pavimento